Arco Educação compra COC e Dom Bosco por R$ 920 milhões

Com o negócio, a britânica Pearson se mantém no Brasil na rede pública de educação e em escolas de idiomas, com as marcas Wizard, Yázigi e Skill


Fonte: revistapegn

Escola (Foto: MChe Lee / Unsplash)



A britânica Pearson anunciou neste sábado a venda dos sistemas COC e Dom Bosco para a Arco Educação por R$ 920 milhões. O valor é 14,4 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), o que segundo analistas indica que o ativo está valorizado.


Pelo acordo, a Arco vai pagar 80% do montante no ato do fechamento do acordo e o restante um ano depois. A transação ainda precisa de aval do Cade, órgão antitruste brasileiro.


O negócio acirra a disputa no setor de sistemas de ensino, que passa por um a onda de consolidação capitaneada pela própria Arco, que comprou a Positivo em 2020, e pela Cogna, que adquiriu o sistema Eleva em fevereiro e disputava com a Arco os ativos agora vendidos pela Pearson.


A empresa britânica manterá o Name, sistema voltado à rede pública de educação, além de sua operação de escolas de idiomas, com as marcas Wizard, Yázigi e Skill.


Há um mês, o GLOBO noticiou que a Pearson buscava compradores para as marcas COC e Dom Bosco. A empresa só continua no país com as marcas de escola de idiomas Wizard, Yázigi e Skill.


Os sistemas COC e Dom Bosco têm ao todo 210 mil alunos e são adotados por mais de 800 escolas. Eles foram comprados pela Pearson em 2010 juntamente com o Name, voltado à rede pública de ensino básico, e o sistema da rede Pueri Domus.


As marcas foram adquiridas do grupo SEB, controlado pelo empresário Chaim Zaher. À época, a transação de R$ 888 milhões mais do que dobrava o tamanho da Pearson no Brasil. Sete anos mais tarde, o SEB, que manteve a rede de escolas Pueri Domus, recomprou o sistema de ensino homônimo por R$ 20 milhões.


Especialistas do setor de educação dizem que os dois sistemas perderam alunos, e consequentemente relevância no mercado, nos últimos anos, mas ainda assim despertaram o interesse das duas maiores empresas do segmento.


O Grupo SEB, que inicialmente era um dos interessados, desistiu de recomprar os ativos devido às condições impostas pela Pearson nas tratativas, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa britânica queria vedar que eventuais compradores contratassem seus funcionários pelo prazo de 18 meses, além de mantê-la como fornecedora de materiais didáticos como livros de inglês.


Com o negócio, a Arco ganha participação de mercado no setor de plataformas de ensino e consolida sua liderança frente à Cogna.


Fonte: revistapegn

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