Curaleaf se posiciona para liderar o mercado de cannabis recreativa nos EUA

A Curaleaf planeja dobrar sua capacidade produtiva, mas o objetivo final de Jordan é focar em apenas vender produtos prontos



Nas colinas do North Shore Country Club de Long Island, com vista para o porto de Hempstead, um bilionário de 54 anos está se divertindo com seus amigos. Boris Jordan, um nativo de Nova York que fez fortuna em Moscou na década de 1990 e transformou a Curaleaf na maior empresa de cannabis dos Estados Unidos, está incentivando seus convidados a experimentarem seu mais novo produto: uma tintura de nanoemulsão de ação rápida feita com tetrahidrocanabinol (THC). Nenhum dos amigos tinha fumado maconha novamente desde os tempos da faculdade – nem Jordan. Mas o anfitrião colocou cinco miligramas de THC na água de todos e, em 10 minutos, todos eles estão se sentindo como se fossem bilionários.


“Nunca estive tão entusiasmado com um produto na minha vida. Eu me senti fantástico”, diz Jordan, que na verdade prefere uma cápsula de THC de liberação lenta para ajudá-lo a dormir. “Esse produto relaxa e fez meu jogo de golfe melhorar. Eu realmente sou péssimo no golfe, então confie em mim: eu precisava disso.”


Jordan, que tem um patrimônio de US$ 1,6 bilhão e possui 34% da Curaleaf, empresa avaliada em US$ 5,5 bilhões, acredita que a nova tintura de cannabis, e uma goma feita com a mesma biodisponibilidade de ação rápida, será um “golpe de mestre”. Mas ele está muito mais animado como os novos mercados para uso adulto em Nova Jersey e Arizona podem contribuir para sua empresa.


No dia da eleição norte-americana, os eleitores desses dois estados aprovaram as vendas recreativas legalizadas. (Os eleitores em Dakota do Sul também aprovaram o uso médico e adulto, enquanto Utah e Mississippi aprovaram leis sobre a maconha medicinal.) Os novos mercados de consumo adulto, de acordo com uma nota da Cowen, banco de investimentos independente, tornarão legal um mercado paralelo que movimento mais US$ 3 bilhões. A Curaleaf, com seus 96 dispensários e 23 locais de cultivo em vários estados, é a única operadora de maconha medicinal com posições dominantes tanto em Nova Jersey (líder de mercado) quanto no Arizona (vice-líder).


“O impacto na taxa de crescimento da Curaleaf será dramático”, diz Jordan via Zoom, sentado em sua sala de estar em Sea Cliff, Long Island. “New Jersey é um divisor de águas – o que vai acontecer é que a Pensilvânia, Nova York e Connecticut também irão legalizar o uso adulto.”

A empresa também tem uma posição dominante no limitado mercado médico de Nova York, bem como uma forte presença na Pensilvânia e em Connecticut. Se Jersey provar ser um ponto de inflexão para o uso adulto na Costa Leste e Nova York legalizar a cannabis recreativa em 2021 (como o governador Andrew Cuomo garantiu aos residentes que acontecerá) e a Pensilvânia e Connecticut seguirem o mesmo caminho, Jordan diz que a Curaleaf “estará no paraíso” .


A empresa de Jordan é, talvez, a maior vencedora do setor após as eleições norte-americanas. Vivien Azer, analista da Cowen que cobre bebidas, tabaco e cannabis, deu à Curaleaf – que recentemente relatou um recorde de US$ 182,4 milhões em receita no terceiro trimestre, um aumento de 195% ano a ano – uma classificação de “desempenho superior”.


“Acho que eles estão incrivelmente bem posicionados. A escala é incomparável”, diz Vivien. Com a transição de Nova Jersey para um mercado de uso adulto, ela diz que o estado passará de menos de US$ 250 milhões em vendas anuais para, pelo menos, US$ 1,8 bilhão em 2025. A Curaleaf atualmente tem uma participação de mercado estimada de 40% no estado. “Eles estão construindo um modelo de negócios incrivelmente durável, estabelecendo a liderança em participação de mercado em várias localidades.”


No Arizona, a Curaleaf é a segunda maior empresa, com oito dispensários e duas instalações de cultivo, principalmente em Phoenix. Mais dois dispensários estão previstos para 2021. Em Nova Jersey, a empresa abrirá seu segundo dispensário em 2022 e, em março, vai concluir um novo espaço de cultivo interno de 9 mil metros quadrados, triplicando sua capacidade de crescimento e consolidando sua posição como o maior cultivador e atacadista do estado. (A empresa também abrirá um cultivo externo e um terceiro dispensário em 2021.)


Fonte: Forbes

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