IPO da Bemobi movimenta R$ 1,26 bilhão, com ação a R$ 22

Nova representante tech da bolsa, a empresa tem cerca de 34 milhões de assinantes de seu clube de aplicativos


Fonte: Exame

(Hamza Butt/Flickr)



O apetite do investidor brasileiro a empresas tech continua elevado. A oferta inicial de ações (IPO) do clube de assinatura de aplicativos Bemobi saiu a 22 reais cada ação, movimentando 1,26 bilhão de reais, segundo divulgado nesta segunda-feira, 8.


Segundo informações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a venda de ações novas na oferta primário — cujos recursos irão para o caixa da companhia — somou 1,09 bilhão de reais, enquanto acionistas da empresa venderam o equivalente a 164,1 milhões de reais — totalizando 1,258 bilhão de reais captados na oferta.


O valor de 22 reais por ação ficou mais próximo do ponto superior da faixa estimada pelos coordenadores, que variava entre 17,60 a 23,10 reais cada uma.


A estreia dos papéis na bolsa brasileira no dia 10, negociados sob o ticker BMOB3.


A companhia, que desde 2015 faz parte do grupo norueguês Otello Corporation, gera receita ao vender assinaturas do clube, em parceria com operadoras de telefonia, desenvolvedores e fornecedores de conteúdo. A empresa tem 200 parceiros de conteúdo, incluindo Disney, Rovio, Viacom e AngryBirds.


No fim de setembro, a Bemobi tinha 34,6 milhões de assinantes em 37 países e parceria com 70 operadoras de telefonia móvel. Além da assinatura de conteúdo para telefones celulares, a companhia vende serviços de microfinanças e de mensageria.


Além da matriz no Rio de Janeiro, a Bemobi tem escritórios na Ucrânia, Noruega e na Índia, e funcionários nas Filipinas, Indonésia, África do Sul, Bangladesh, Vietnã e Paquistão. Cerca de 42% da receita da companhia vem de operações internacionais.


De janeiro a setembro de 2020, a Bemobi teve receita líquida de 178 milhões de reais, alta de 10,7% sobre um ano antes, com margem Ebitda variando de 37,9% para 37,7%.

A companhia afirmou no prospecto preliminar da oferta que usará os recursos da oferta primária para pagar obrigações ligadas à reorganização societária, pagar dividendos devidos referentes a anos anteriores e para comprar ativos.


Fonte: Exame

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