IPOs no Brasil fazem brilhar os olhos de bancas americanas

Escritórios de advocacia nos Estados Unidos têm surfado a onda do interesse de bancos estrangeiros em novas ações brasileiras


Fonte: Veja

IPO da Locaweb, em fevereiro de 2020, na B3 / Cauê Diniz/B3/Divulgação



A retomada dos IPOs no Brasil — que só nos dois meses deste ano já movimentou quase 40 bilhões de reais e teve o incrível caso da Mosaico, com valorização de 96% em um dia — turbinou a demanda por bancas de advocacia dos Estados Unidos. Isso porque algo raro aconteceu: todas as ofertas deste ano na B3 tiveram interesse de bancos estrangeiros, que queriam participar dos investimentos e, para isso, tiveram que requisitar a opinião legal desses escritórios estrangeiros.


Eles se tornaram imprescindíveis porque analisam se as ofertas de ação na B3 se adequam às normas americanas, o que se faz necessário para que os bancos possam se proteger ao revender os papéis no exterior a investidores qualificados. Só este ano, as bancas americanas participaram de todos os 14 IPOs no Brasil — o que não ocorreu nos últimos anos, quando nem todos os IPOs tiveram interesse estrangeiro.


O escritório de advocacia mais requisitado no ano foi o nova-iorquino Milbank, com que assessorou metade dos IPOs, 7, seguida do White & Case, com 5. Em volume, o Milbank liderou esse mercado em ascensão com negócios envolvendo 11,7 bilhões de reais e, em segundo, vem a também nova iorquina Cleary, com 6 bilhões de reais. Em comum, eles atuaram no que promete ser um dos mais concorridos de 2021: o da CSN Mineração, que movimentou 5 bilhões de reais.


Fonte: Veja

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