Light prepara oferta de ações de R$ 3 bi e Cemig deve vender fatia


Oferta da Light vem meses após uma mudança no comando da companhia



A elétrica Light se prepara para lançar uma oferta de ações de R$ 3 bilhões, na qual a Cemig deve aproveitar para vender o restante de sua participação na empresa, disseram três fontes com conhecimento do assunto à Reuters hoje (06).


A oferta, parte primária e parte secundária, vem em meio a um plano de desinvestimentos da Cemig, que tem 22,6% da Light e tem buscado vender alguns ativos para reduzir dívidas.


A Light também planeja usar os recursos obtidos com a parcela primária da oferta para reduzir dívidas.


As unidades de banco de investimento de Citi, BTG Pactual, Santander Brasil, Itaú Unibanco e XP vão coordenar a oferta, disseram duas das fontes.


Procurada, a Light recusou-se a comentar. A Cemig não respondeu de imediato.


As ações da Light desabaram quase 70% depois da pandemia, mas já se recuperaram e são negociadas atualmente em níveis próximos aos vistos antes da crise do coronavírus.


Durante teleconferência com investidores em setembro passado, executivos da Cemig disseram que a companhia segue focada em vender o restante das ações na Light, mas de olho no valor dos papéis. Na ocasião, um executivo afirmou que a Cemig não iria desinvestir do ativo “a qualquer preço”.


A Cemig possui ceca de 68,2 milhões de ações da Light, segundo informações do Refinitiv Eikon. Se negociadas ao preço de fechamento da terça-feira, de R$ 23,66, elas renderiam à estatal mineira aproximadamente R$ 1,6 bilhão.


A oferta da Light vem meses após uma mudança no comando da companhia, que anunciou em outubro o executivo Raimundo Nonato Alencar de Castro como novo CEO, em substituição a Ana Marta Horta Veloso. A chefia do conselho ficou com Firmino Ferreira Sampaio Neto, ex-Equatorial Energia.


Além disso, a Light também teve mudanças no quadro de acionistas ao longo do ano passado. Passaram a ter participação na empresa o fundo de investimento Samambaia Master, gerido por Ronaldo Cezar Coelho, e o bilionário Carlos Alberto Sicupira, um dos fundadores da gestora 3G Radar. (Com Reuters)


Fonte: Forbes

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