Mercado europeu de e-bikes promete chegar a 17 milhões em vendas anuais de unidades em 2030


Estudo realizado por grupo da indústria revela que a pandemia de 2020 mudou a forma como os cidadãos do continente encaram os meios de transporte



A pandemia de Covid-19 impulsionou o ciclismo. Durante os primeiros lockdowns europeus em março e abril, um aumento na demanda levou à escassez do meio de locomoção, já que as lojas de bicicletas –que puderam permanecer abertas– esgotaram rapidamente seus estoques.


Três grupos da indústria com sede em Bruxelas relataram em 2 de dezembro que as vendas de todas as bicicletas devem aumentar nos próximos anos, com as e-bikes liderando o movimento.


Espera-se que os europeus comprem 10 milhões de bicicletas extras por ano até 2030, 47% a mais do que o número anual em 2019, disse um comunicado conjunto dos três grupos. O total de 30 milhões por ano levará as vendas de bicicletas a mais de duas vezes o número de automóveis atualmente registrados por ano na União Europeia (UE).

Os grupos em questão são: a Cycling Industries Europe (CIE), a associação industrial Conebi e a organização de grupos de usuários European Cyclists Federation (ECF).

Analisando as tendências atuais, os impactos da pandemia e os anúncios do governo sobre futuros investimentos em bicicletas, o recém-formado Grupo de Especialistas em Inteligência e Impacto no Mercado da CIE/ECF projeta aumento de vendas em 30 países nos próximos dez anos.


Prevê-se que as e-bikes cresçam de 3,7 milhões de bicicletas vendidas em 2019 para 17 milhões em 2030. O mercado de e-bikes em 2020 já cresceu 23% ao ano e, na trajetória atual, serão 10 milhões vendidas por ano já em 2024.


“O ciclismo é uma das indústrias mais dinâmicas do continente neste momento”, disse Kevin Mayne, CEO da Cycling Industries Europe, acrescentando que “com esses novos números, podemos mostrar à UE, aos governos nacionais e ao setor mundial de ciclismo que o mercado europeu de bicicletas é o lugar para investir, fazer valer o Green Deal da UE, incentivar a recuperação da Covid-19 e novos empregos sustentáveis.”


No entanto, o gerente geral da Conebi, Manuel Marsilio, alertou que “o crescimento só será possível com o ambiente regulatório certo e uma estratégia industrial clara em toda a UE e além”.


Embora o fornecimento de novas infraestruturas de ciclismo seja desigual pela Europa como um todo, os países da UE já gastaram € 1 bilhão em ciclovias e outros recursos, com a adição de mais de 2.300 km de novas ciclovias.


No entanto, muitas delas são medidas temporárias, e as organizações do setor estão pedindo que se tornem permanentes.


Fonte: Forbes

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