Nova safra de IPOs tem companhias para todos os gostos e bolsos

Apenas neste ano, 13 companhias já estrearam na bolsa, em ofertas que movimentaram R$ 19,2 bilhões. A realização das operações depende da análise da CVM, do momento de mercado, que interfere no preço; e na teses dos negócios. Um grande número de candidatas concorre pela atenção do investidor

Fonte: valor investe

A fila de empresas que quer ingressar na bolsa na janela entre o fim de março e meados de maio é extensa. Estão na lista dos bancos pelo menos 37 operações, que somam mais de R$ 50 bilhões. Todas elas, se entregarem o balanço de 2020 até 5 de março, estarão aptas para um IPOs nos próximos meses. Não é possível avaliar quantas terão êxito nesta janela ou neste ano. Vai depender tanto da atratividade caso a caso quanto do humor do mercado. Até o momento, em 2021, a bolsa já recebeu 13 novas companhias, em ofertas que movimentaram R$ 19,2 bilhões. Pedro Leite, diretor de renda variável no banco de investimentos do Santander, lembra que houve uma janela com mais de 60 operações em análise no segundo semestre de 2020, e apenas um terço concretizou as ofertas. “Faz parte do jogo algumas serem adiadas ou canceladas”, diz. Ano passado, 24 empresas desistiram de operações. A realização das operações vai depender da análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do momento de mercado, que interfere na precificação das operações; e também das teses dos negócios. Um grande número de candidatas também acaba concorrendo pela atenção do investidor. “O que impacta um pouco o ritmo das ofertas é a capacidade de absorção pelo investidor, de ele ter mão de obra suficiente para poder olhar todas essas operações”, diz Marcelo Millen, responsável de mercado de capitais e renda variável do Citi. “Não consigo olhar nem 20% do que está em andamento”, afirma um gestor de recursos. Leite, do Santander, diz que esses profissionais acabam fazendo apostas. “Eles vão por setores, por tamanho de operação ou por uma tese de que gostam”, afirma. O executivo destaca que no grupo de empresas que já estão na CVM há muita diversidade e novos setores para a bolsa. Na lista, destacam-se em quantidade empresas dos setores de saúde, agro, varejo e financeiro. Conforme informações de mercado, a maior operação prevista é do Banco BV, que busca R$ 3,5 bilhões. Mais duas companhias devem fazer oferta nesse patamar: a FS Agrisolutions, de etanol; e o Grupo Big (ex-Walmart Brasil). Na casa dos R$ 2 bilhões, há sete operações: da distribuidora de produtos médicos Viveo; da Blau Farmacêutica; do hospital Mater Dei; do GPS, de soluções de segurança patrimonial; da plataforma de e-commerce Privalia; da 3Tentos Agroindustrial, além da Rodobens Negócios e Soluções, que abriga concessionárias de veículos e unidades de soluções financeiras do grupo. A maior parte das empresas — 17 — espera fazer operações na casa do R$ 1 bilhão. A Oliveira Trust, de administração fiduciária, prepara uma oferta nesse patamar, conforme antecipado pelo “Pipeline”, novo site de negócios do Valor. Com operações deste tamanho, há nomes mais conhecidos, como Casa & Vídeo, Nadir Figueiredo, OBA Hortifruti, Tok&Stok, São Salvador, dona da Super Frango, e Laboratório Teuto. E também negócios bastante específicos, como Açu Petróleo; Oceana Offshore; Paschoalotto, empresa de recuperação de crédito; G2D, que investe em empresas que desenvolvem tecnologias disruptivas; Oleoplan, de biodiesel; WDC Networks, fornecedora de serviços de fibra ótica; MPR, de produtos de limpeza doméstica à base de álcool; Iguá Saneamento; e Guararapes, fabricante de painéis de MDF. Não devem chegar ao bilhão as operações da butique de investimentos BR Partners (R$ 700 milhões), da loteadora Nova Harmonia (R$ 850 milhões); da fornecedora de softwares LG - Lugar de Gente (R$ 600 milhões); do Hospital Care (R$ 500 milhões); da empresa de programas de fidelidade Dotz (R$ 900 milhões) e da fabricante de baterias e iluminação LED Unicoba (R$ 850 milhões). Entraram recentemente em análise operações ainda sem tamanho definido: Livetech da Bahia, que opera com tecnologia wireless e de segurança predial eletrônica; Banco Modal e Hospital Care Caledônia. Segundo fontes, há possibilidade de Kalunga e Usaflex tentarem essa janela para operações. A Caixa Econômica Federal ainda estuda o melhor momento para a operação de seu braço de seguridade. Há expectativa no mercado de que mais dez operações possam entrar em análise na CVM nos próximos dias.


Fonte: valor investe

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